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Há sinais e sintomas físicos e psíquicos que se podem apresentar
e que devem ser resolvidos ou atenuados a tempo.
Alterações de visão e audição que acentuam o desequilíbrio e
tornam o idoso dependente de terceiros. Nestes casos há que
estimular a sua confiança e auto--estima, de maneira que se
mantenha autônomo, sabendo, no entanto, que está “acompanhado”.
A falta de dentes, a diminuição da secreção de enzimas
digestivas e alterações da mobilidade intestinal, são as grandes
dificuldades sentidas pelos idosos na ingestão e digestão de
alimentos; há que ensinar, ajudar na escolha e confecção dos
alimentos, diminuindo a quantidade e aumentando o número de
refeições diárias, a ingestão de fibras e de água, conforme a
sua necessidade.
As artroses, joanetes, osteoporose, etc., condicionam a
mobilidade física. Há que estimulá-lo a andar, a tratar das
tarefas diárias, da sua higiene, das pequenas compras, tudo o
que possa fazer e o mantenha ativo.
A maior parte dos idosos estão tão sobrecarregados de
medicamentos (pois recorrem ao médico mais assiduamente,
procurando nele, muitas vezes, a companhia e a pessoa com quem
podem falar) que acabam por não atingir o resultado esperado,
mas criando, por vezes, situações bastante nocivas à saúde.
O maior problema do idoso é, sem dúvida, o isolamento – solidão,
insônias e depressão. Ele pode viver com a família e sentir-se
só.
Há também aqueles que preferem – ou não têm outra solução –
continuar a viver sós na sua casa. Ali, há uma vida inteira a
recordar. A casa está cheia de recordações do casamento, dos
filhos, dos pais a quem a casa pertencia, das dificuldades,
lutas perdidas e ganhas, tempos passados, que ninguém – nem os
seus! – pode compreender... Há que respeitar. Mas há, também, o
dever de ajudar, orientar, ouvir, aconselhar e, principalmente,
amar e acompanhar.
Atualmente, há Centros de Dia (infelizmente, pelo seu número e
preço, não chegam a todos), há associações, instituições
particulares, Juntas de Freguesia e outras, que promovem
ginástica, convívios, ocupação de tempos livres, passeios a pé e
de autocarro.
No entanto, o que o idoso mais necessita é de carinho, amizade,
compreensão, companhia e ajuda.
Maria de Lurdes Andrade
Enfermeira Diplomada
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